Largar tudo e ser feliz, viver sem fantasma, sem dor, sem passado, apenas ser feliz. Parece tão fácil, mas não é. Recentemente assisti - a um dos mais emocionantes e bem interpretados filmes que já vi – “As pontes de Madson”, de Clint Eastwood. O diretor também atua no papel principal do filme, o fotógrafo Robert. Ao lado dele está a sensacional Maryl Streep – numa hiponitizante e arrebatadora atuação.Francesca (Streep), uma dona de casa do interior do Iowa, vê sua vida mudar com a chegada de Robert, fotógrafo da National Geographic, que passaria uns dias na cidade para fotografar as pontes cobertas de Madson. A chegada de Robert coincide com o período em que Francesca está só em casa, devido a uma viagem feita pelo marido e os filhos. Em quatro dias a vida dos dois personagens mudam, a paixão forte faz com que eles vivam intensamente o momento, fazendo dele eterno e inesquecível. Só que é chegada a hora da família voltar e de Robert ir embora para sua cidade. Então, o que fazer: continuar a viver mesmice da infelicidade ou seguir essa paixão arrasadora e tentar a felicidade?
Não vou contar o final, pois não tem graça, né?! Apesar de está cheio vontade, com o dedo coçando... (RS*). Enfim, depois que o filme terminou fiquei pensando em como é difícil abrir mão de tudo e recomeçar. Preferimos viver a dor da infelicidade a arriscar incerteza de um futuro que pode dar certo. Por que trocar o certo pelo incerto? E eu pergunto: Por que não trocar? Por que não se permitir tentar? Devemos tentar a felicidade, ainda que difícil seja, devemos tentar. Existem momentos que precisamos ser egoístas, deixar o mundo e as pessoas de lado e pensar um pouco em nós, em como podemos mudar e o que precisamos mudar, para mudar. Verdade é: barreiras sociais, fantasmas do passado, medos e pré-conceitos não nos deixam viver, vivemos sempre ligados ao que passou, esquecemos viver o presente, o que é um erro, pois o agora é que vale. Temos medo de decepcionar os que projetam em nós pessoas diferentes do que de fato somos, apesar de saber que não somos como eles nos idealizam.
Como diz Freud:"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz".
A felicidade depende da gente, de mais ninguém. Somos responsáveis por nós mesmos, pelos nossos sentimentos e pelo nosso futuro. Ser feliz é sua responsabilidade. Então, lute por isso, vá atrás, corra riscos, viva, pois só assim ela poderá ser alcançada em sua plenitude.
“Ser feliz ou não, questão de talento”, já diz Ney Matogrosso.