quarta-feira, 24 de junho de 2009

Hoje

Ter você é o que mais quero agora. Seu sorriso tímido, seu olhar grande e brilhante, como o sol que me ilumina, seu carinho: um conjunto de atributos amorosamente especiais eu encontrei numa só pessoa. Suas palavras me encantaram. Você me seduziu com a beleza do seu ser. O suave toque dos seus lábios me entorpeceu e, agora, preciso deles para que possa alimentar o meu vício: você. Sinto que você é a outra metade de mim. A metade que estava perdida nos meus desejos. Cada telefonema é um disparar de coração, que é acalentado com a suave voz do seu amor. Somos mais do que só carne, somos mais do que palavras, somos o amor que surgiu do improvável.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

PEDAÇOS DE MIM (Martha Medeiros)

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraído até o bastante
não paro por instante

Já Tive
noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,
para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendoa
migos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

terça-feira, 31 de março de 2009

"Todo ser humano, pode ser humano"


Esse meu hiato na função de pseudo-jornalista-blogueiro vem de uma equação muito simples: preguiça + falta de tempo - critividade. Confesso que o último elemento da equação, minha criatividade, anda meio abalado. Os motivos dessa ausência de subsídios pertinentes e interessantes para escrita, eu ainda não sei, talvez saiba, mas não queira aceitar.

Será culpa do excesso de cigarro e café? Ou quem sabe do monstro alienador de mentes pensantes, Big Brother? (tenho fé que isso vai acabar logo e, enfim, o Brasil voltará a pensar. Pelo menos até janeiro do ano que vem)

Acho mesmo que é decorrente dos dois outros elementos. Por conta deles não tenho lido, ido ao cinema, ouvindo música. Estagnei no tempo, virei escravo da rotina sugadora de almas, a do capitalismo. Um ser medíocre, talvez.

Acho que preciso estimular mais minha criatividade, talvez devesse entrar em estado de Melancolia (Essa vai pra você Liana...rs - E vivam as palmeiras da FACHA).

Mas agora é tarde, Inês é Marta, como já diria "Glauciene, my darling". Tenho que correr atrás do tempo perdido e bola pra frente. Prometo - devo está ficando sem credibilidade ,vivo prometendo isso- atualizar mais vezes este pequeno e humilde diário.

Passei mesmo só pra dar um sinal de vida, dizer que estou por aqui ainda. Vou tentar adotar uma nova técnina, nova não, a função real de um blog: atualizações diárias. Antes que me torne pessona non grata por aqui.

Coisas boas - pelo menos pra mim

Filme: Gran Torino, do Clint Eastwood. Pra quem gosta de signos, esse filme tem vários. Muito bom!

Música: Que belo estranho dia pra se ter alegriam, da Roberta Sá. É o mais recente cd da cantora. Boas letras, musicalidade ótima e notáveis parcerias. Destaque para "Fogo e gasolina", que ela canta com o multi-artista Lenine. Ah, Roberta Sá grava o dvd desse cd, nesta sexta, no Vivo Rio. Bom programa!


Viva e divirta-se!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PONTE PARA FELICIDADE

Largar tudo e ser feliz, viver sem fantasma, sem dor, sem passado, apenas ser feliz. Parece tão fácil, mas não é. Recentemente assisti - a um dos mais emocionantes e bem interpretados filmes que já vi – “As pontes de Madson”, de Clint Eastwood. O diretor também atua no papel principal do filme, o fotógrafo Robert. Ao lado dele está a sensacional Maryl Streep – numa hiponitizante e arrebatadora atuação.
Francesca (Streep), uma dona de casa do interior do Iowa, vê sua vida mudar com a chegada de Robert, fotógrafo da National Geographic, que passaria uns dias na cidade para fotografar as pontes cobertas de Madson. A chegada de Robert coincide com o período em que Francesca está só em casa, devido a uma viagem feita pelo marido e os filhos. Em quatro dias a vida dos dois personagens mudam, a paixão forte faz com que eles vivam intensamente o momento, fazendo dele eterno e inesquecível. Só que é chegada a hora da família voltar e de Robert ir embora para sua cidade. Então, o que fazer: continuar a viver mesmice da infelicidade ou seguir essa paixão arrasadora e tentar a felicidade?
Não vou contar o final, pois não tem graça, né?! Apesar de está cheio vontade, com o dedo coçando... (RS*). Enfim, depois que o filme terminou fiquei pensando em como é difícil abrir mão de tudo e recomeçar. Preferimos viver a dor da infelicidade a arriscar incerteza de um futuro que pode dar certo. Por que trocar o certo pelo incerto? E eu pergunto: Por que não trocar? Por que não se permitir tentar? Devemos tentar a felicidade, ainda que difícil seja, devemos tentar. Existem momentos que precisamos ser egoístas, deixar o mundo e as pessoas de lado e pensar um pouco em nós, em como podemos mudar e o que precisamos mudar, para mudar. Verdade é: barreiras sociais, fantasmas do passado, medos e pré-conceitos não nos deixam viver, vivemos sempre ligados ao que passou, esquecemos viver o presente, o que é um erro, pois o agora é que vale. Temos medo de decepcionar os que projetam em nós pessoas diferentes do que de fato somos, apesar de saber que não somos como eles nos idealizam.
Como diz Freud:"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz".
A felicidade depende da gente, de mais ninguém. Somos responsáveis por nós mesmos, pelos nossos sentimentos e pelo nosso futuro. Ser feliz é sua responsabilidade. Então, lute por isso, vá atrás, corra riscos, viva, pois só assim ela poderá ser alcançada em sua plenitude.


“Ser feliz ou não, questão de talento”, já diz Ney Matogrosso.



terça-feira, 11 de novembro de 2008

"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz" (Freud)


Freud, Freud, sempre Freud. Depois de um tempo de estagnação, voltei. Sempre prometo não ficar muito tempo ausente, mas confesso que ando sem inspiração para escrever. Não que minha vida esteja vazia, não é isso. É um misto de preguiça + desleixo e uma xícara de falta de vergonha na cara. Receita infalível para deixar para trás certas coisas importantes, como escrever aqui. Mas enfim, aqui estou, de passagem e sem muito a dizer, mas estou.

Essa letra é o agora...

Conversa De Botas Batidas
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo


- Veja você onde é que o barco foi desaguar


- a gente só queria o amor...


- Deus parece às vezes se esquecer


- ai, não fala isso, por favor


Esse é só o começo do fim da nossa vida


Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida que a gente vai passar


- Veja você, onde é que tudo foi desabar


A gente corre pra se esconder...


- E se amar, se amar até o fim


- sem saber que o fim já vai chegar


Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga


Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas não ter o seu lugar


Abre a janela agora,


deixa que o sol te veja


É só lembrar que o amor é tão maior


que estamos sós no céu


Abre as cortinas pra mim


que eu não me escondo de ninguém


O amor já desvendou nosso lugare agora está de bem


Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fugaJ


Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas


não ter o seu lugar


Diz, quem é maior que o amor?


Me abraça forte agora,


que é chegada a nossa hora


Vem, vamos além.


Vão dizerque a vida é passageira


Sem notar que a nossa estrela vai cair.

Sem mais por hora.

Até breve, muito breve.

Diego Kengen

domingo, 22 de junho de 2008

Triunfante plenitude de ser feliz

“É nas experiências, nas lembranças, na grande e triunfante alegria de viver na mais ampla plenitude que o verdadeiro sentido é encontrado”
(Chris McCandless, também conhecido como Alex Supertramp)


Meu livro de cabeceira nesses últimos dias tem sido o bom “Na natureza selvagem”, livro no qual extraí a frase acima. Mas antes de comprá-lo, assisti ao filme, de mesmo nome e que foi inspirado no livro. Ambos retratam a história de Chris McCandless, um jovem americano de família rica, um idealista que ao terminar a faculdade doou tudo o que tinha, abandonou o carro, mudou de nome – adotando a partir de então o codinome de Alex Supertramp – e caiu na estrada sem deixar rastro. Dois anos depois foi encontrado morto – por inanição – dentro de um ônibus abandonado no Alasca.
Chris foi atrás da felicidade – que ele achava que poderia alcançar sozinho, mas que depois se dá conta de que “a felicidade só é real quando compartilhada” – deixando de lado todo o materialismo, a vida falsa e irreal vivida pela família dele, situação típica na sociedade norte americana, ousaria dizer, vivida em muitas das sociedades desse lindo planeta terra.
Depois desse mergulho na incrível vida selvagem de Chris ou Alex, como preferir, comecei a pensar sobre felicidade e em quantas coisas podem nos fazer feliz. Talvez a primeira forma de alcançar esse estado de espírito é sendo verdadeiro com seus sentimentos, com as pessoas, mas principalmente com você mesmo.
Acredito que não haja a forma para felicidade, mas meios de ser feliz. Ela pode estar na sua frente, basta abrir os olhos para percebê-la. Pode estar em qualquer lugar, nas coisas pequenas, nos simples gestos, nos momentos inesperados, precisamos estar atentos a tudo. E quando você realmente encontrar a essência desse sentimento, não entre dentro de uma ostra e guarde só para você, pelo contrário, compartilhe com os outros a triunfante arte da felicidade, extrapole, ponha para fora, mostre ao mundo que você esta feliz, nem que seja apenas por um minuto, um dia, um mês ou um ano. Afinal, como diz a canção: “É impossível ser feliz sozinho”.

Busque sua felicidade e seja feliz!

Dicas de sempre

Para ler: Na natureza selvagem, de Jon Krakauer;
Para assistir: Na natureza selvagem, dirigido pelo ator Sean Peann;
Para ouvir: Inclassificáveis, novo cd do Ney Matogrosso, que está inclassificável de tão bom.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Amy, sucesso, dicas, felicidade...

Quase dez anos depois do último post, eis que reapareço...

Eu postando, com as palavras da Vivi, que faz sua estréia - diga-se de passagem - e que parece andar em sintonia comigo. Fui checar meus emails e vejo um enviado por ela, tão meiga se explicando pela demora para seu primeiro post, sem necessidade, afinal nem eu tenho passado por aqui.

Mas o que nos faz estar em sintonia não é o fato de não estarmos postando freqüentemento no blog, mas sim pelo assunto do post no qual ela me enviou nesse email. Quando abri o arquivo e li o texto para postar, nem acreditei, era sobre Amy Whinehouse, que seria o tema de um dos meus próximos posts.

O post aborda - de forma concisa e direta - a relação entre felicidade e sucesso, usando como pano de fundo a cantora mais aplaudida e elogiada da atualidade, mas que vive se envolvendo em escândalos.

Felicidade? Sucesso?


Analisado Amy Winehouse, eu paro pra pensar na relação entre a tal felicidade e o sucesso. Se Amy fosse uma pessoa ‘saúde’, equilibrada, pacata e vivendo apenas de aventuras mesquinhas será que ela seria esse gênio musical? Creio que a devastação íntima, digamos assim, é a essência da grande arte. Acreditem, a grande arte é infeliz!
Imagine Winehouse fazendo canções patéticas sobre amor? Credo. Ela pode não ser a pessoa mais feliz do mundo em relação a sua vida intima, o que acredito que seja verdade, mas no seu profissional é simplesmente sensacional (Ok, ela não pôde ir ao Grammy). A grande arte custa caro minha gente, e como em tudo existem os dois lados. Ainda há pessoas que preferem a arte barata, aqueeela dos pagodeiros com canções festivas e tolas sobre o amor!

Com sua voz, absurdamente, marcante e suas tatuagens fenomenais, ela vai muito além de uma mulher drogada e problemática. É basicamente um gênio atormentado. Amy para presidente!
------------------------------------------------------------------------------------

De tudo um pouco

Uma dica de música que não poderia deixar de faltar, visto a personagem do post de hoje, é o cd "Back to black", lançado em 2006 pela cantora Amy Winehouse. Voz sensacional, forte e marcante e músicas com letras que refletem muito da sua personalidade, o cd é de audição indispensável. Para ouvir lendo esse post, indico a ótima "Tears dry on their Own". Ouça e vicie, sem trocadilhos com os hábitos da cantora...

Para quem gosta de cinema, indico "Pecados Inocentes", do diretor Tom Kalin. O drama estrelado pela fantástica Julianne Moore aborda a vida de uma famíla, que numa série de fatos mal resolvidos durante a vida constrói seu trágico fim. O filme denso e angustiante, mostra de forma delicada e sutil a relação muito particular entre mãe e filho, que a primeira vista parece ser uma relação maternal, mas que se desdobra e termina tragicamente. Imperdível, sobretudo pela maravilhosa interpretação de Julianne, um dos grandes trunfos do filme.

Acho que é só, depois tem mais.

Aproveitem as dicas...e a vida também!

Até breve!