segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PONTE PARA FELICIDADE

Largar tudo e ser feliz, viver sem fantasma, sem dor, sem passado, apenas ser feliz. Parece tão fácil, mas não é. Recentemente assisti - a um dos mais emocionantes e bem interpretados filmes que já vi – “As pontes de Madson”, de Clint Eastwood. O diretor também atua no papel principal do filme, o fotógrafo Robert. Ao lado dele está a sensacional Maryl Streep – numa hiponitizante e arrebatadora atuação.
Francesca (Streep), uma dona de casa do interior do Iowa, vê sua vida mudar com a chegada de Robert, fotógrafo da National Geographic, que passaria uns dias na cidade para fotografar as pontes cobertas de Madson. A chegada de Robert coincide com o período em que Francesca está só em casa, devido a uma viagem feita pelo marido e os filhos. Em quatro dias a vida dos dois personagens mudam, a paixão forte faz com que eles vivam intensamente o momento, fazendo dele eterno e inesquecível. Só que é chegada a hora da família voltar e de Robert ir embora para sua cidade. Então, o que fazer: continuar a viver mesmice da infelicidade ou seguir essa paixão arrasadora e tentar a felicidade?
Não vou contar o final, pois não tem graça, né?! Apesar de está cheio vontade, com o dedo coçando... (RS*). Enfim, depois que o filme terminou fiquei pensando em como é difícil abrir mão de tudo e recomeçar. Preferimos viver a dor da infelicidade a arriscar incerteza de um futuro que pode dar certo. Por que trocar o certo pelo incerto? E eu pergunto: Por que não trocar? Por que não se permitir tentar? Devemos tentar a felicidade, ainda que difícil seja, devemos tentar. Existem momentos que precisamos ser egoístas, deixar o mundo e as pessoas de lado e pensar um pouco em nós, em como podemos mudar e o que precisamos mudar, para mudar. Verdade é: barreiras sociais, fantasmas do passado, medos e pré-conceitos não nos deixam viver, vivemos sempre ligados ao que passou, esquecemos viver o presente, o que é um erro, pois o agora é que vale. Temos medo de decepcionar os que projetam em nós pessoas diferentes do que de fato somos, apesar de saber que não somos como eles nos idealizam.
Como diz Freud:"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz".
A felicidade depende da gente, de mais ninguém. Somos responsáveis por nós mesmos, pelos nossos sentimentos e pelo nosso futuro. Ser feliz é sua responsabilidade. Então, lute por isso, vá atrás, corra riscos, viva, pois só assim ela poderá ser alcançada em sua plenitude.


“Ser feliz ou não, questão de talento”, já diz Ney Matogrosso.



terça-feira, 11 de novembro de 2008

"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz" (Freud)


Freud, Freud, sempre Freud. Depois de um tempo de estagnação, voltei. Sempre prometo não ficar muito tempo ausente, mas confesso que ando sem inspiração para escrever. Não que minha vida esteja vazia, não é isso. É um misto de preguiça + desleixo e uma xícara de falta de vergonha na cara. Receita infalível para deixar para trás certas coisas importantes, como escrever aqui. Mas enfim, aqui estou, de passagem e sem muito a dizer, mas estou.

Essa letra é o agora...

Conversa De Botas Batidas
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo


- Veja você onde é que o barco foi desaguar


- a gente só queria o amor...


- Deus parece às vezes se esquecer


- ai, não fala isso, por favor


Esse é só o começo do fim da nossa vida


Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida que a gente vai passar


- Veja você, onde é que tudo foi desabar


A gente corre pra se esconder...


- E se amar, se amar até o fim


- sem saber que o fim já vai chegar


Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga


Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas não ter o seu lugar


Abre a janela agora,


deixa que o sol te veja


É só lembrar que o amor é tão maior


que estamos sós no céu


Abre as cortinas pra mim


que eu não me escondo de ninguém


O amor já desvendou nosso lugare agora está de bem


Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fugaJ


Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas


não ter o seu lugar


Diz, quem é maior que o amor?


Me abraça forte agora,


que é chegada a nossa hora


Vem, vamos além.


Vão dizerque a vida é passageira


Sem notar que a nossa estrela vai cair.

Sem mais por hora.

Até breve, muito breve.

Diego Kengen

domingo, 22 de junho de 2008

Triunfante plenitude de ser feliz

“É nas experiências, nas lembranças, na grande e triunfante alegria de viver na mais ampla plenitude que o verdadeiro sentido é encontrado”
(Chris McCandless, também conhecido como Alex Supertramp)


Meu livro de cabeceira nesses últimos dias tem sido o bom “Na natureza selvagem”, livro no qual extraí a frase acima. Mas antes de comprá-lo, assisti ao filme, de mesmo nome e que foi inspirado no livro. Ambos retratam a história de Chris McCandless, um jovem americano de família rica, um idealista que ao terminar a faculdade doou tudo o que tinha, abandonou o carro, mudou de nome – adotando a partir de então o codinome de Alex Supertramp – e caiu na estrada sem deixar rastro. Dois anos depois foi encontrado morto – por inanição – dentro de um ônibus abandonado no Alasca.
Chris foi atrás da felicidade – que ele achava que poderia alcançar sozinho, mas que depois se dá conta de que “a felicidade só é real quando compartilhada” – deixando de lado todo o materialismo, a vida falsa e irreal vivida pela família dele, situação típica na sociedade norte americana, ousaria dizer, vivida em muitas das sociedades desse lindo planeta terra.
Depois desse mergulho na incrível vida selvagem de Chris ou Alex, como preferir, comecei a pensar sobre felicidade e em quantas coisas podem nos fazer feliz. Talvez a primeira forma de alcançar esse estado de espírito é sendo verdadeiro com seus sentimentos, com as pessoas, mas principalmente com você mesmo.
Acredito que não haja a forma para felicidade, mas meios de ser feliz. Ela pode estar na sua frente, basta abrir os olhos para percebê-la. Pode estar em qualquer lugar, nas coisas pequenas, nos simples gestos, nos momentos inesperados, precisamos estar atentos a tudo. E quando você realmente encontrar a essência desse sentimento, não entre dentro de uma ostra e guarde só para você, pelo contrário, compartilhe com os outros a triunfante arte da felicidade, extrapole, ponha para fora, mostre ao mundo que você esta feliz, nem que seja apenas por um minuto, um dia, um mês ou um ano. Afinal, como diz a canção: “É impossível ser feliz sozinho”.

Busque sua felicidade e seja feliz!

Dicas de sempre

Para ler: Na natureza selvagem, de Jon Krakauer;
Para assistir: Na natureza selvagem, dirigido pelo ator Sean Peann;
Para ouvir: Inclassificáveis, novo cd do Ney Matogrosso, que está inclassificável de tão bom.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Amy, sucesso, dicas, felicidade...

Quase dez anos depois do último post, eis que reapareço...

Eu postando, com as palavras da Vivi, que faz sua estréia - diga-se de passagem - e que parece andar em sintonia comigo. Fui checar meus emails e vejo um enviado por ela, tão meiga se explicando pela demora para seu primeiro post, sem necessidade, afinal nem eu tenho passado por aqui.

Mas o que nos faz estar em sintonia não é o fato de não estarmos postando freqüentemento no blog, mas sim pelo assunto do post no qual ela me enviou nesse email. Quando abri o arquivo e li o texto para postar, nem acreditei, era sobre Amy Whinehouse, que seria o tema de um dos meus próximos posts.

O post aborda - de forma concisa e direta - a relação entre felicidade e sucesso, usando como pano de fundo a cantora mais aplaudida e elogiada da atualidade, mas que vive se envolvendo em escândalos.

Felicidade? Sucesso?


Analisado Amy Winehouse, eu paro pra pensar na relação entre a tal felicidade e o sucesso. Se Amy fosse uma pessoa ‘saúde’, equilibrada, pacata e vivendo apenas de aventuras mesquinhas será que ela seria esse gênio musical? Creio que a devastação íntima, digamos assim, é a essência da grande arte. Acreditem, a grande arte é infeliz!
Imagine Winehouse fazendo canções patéticas sobre amor? Credo. Ela pode não ser a pessoa mais feliz do mundo em relação a sua vida intima, o que acredito que seja verdade, mas no seu profissional é simplesmente sensacional (Ok, ela não pôde ir ao Grammy). A grande arte custa caro minha gente, e como em tudo existem os dois lados. Ainda há pessoas que preferem a arte barata, aqueeela dos pagodeiros com canções festivas e tolas sobre o amor!

Com sua voz, absurdamente, marcante e suas tatuagens fenomenais, ela vai muito além de uma mulher drogada e problemática. É basicamente um gênio atormentado. Amy para presidente!
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De tudo um pouco

Uma dica de música que não poderia deixar de faltar, visto a personagem do post de hoje, é o cd "Back to black", lançado em 2006 pela cantora Amy Winehouse. Voz sensacional, forte e marcante e músicas com letras que refletem muito da sua personalidade, o cd é de audição indispensável. Para ouvir lendo esse post, indico a ótima "Tears dry on their Own". Ouça e vicie, sem trocadilhos com os hábitos da cantora...

Para quem gosta de cinema, indico "Pecados Inocentes", do diretor Tom Kalin. O drama estrelado pela fantástica Julianne Moore aborda a vida de uma famíla, que numa série de fatos mal resolvidos durante a vida constrói seu trágico fim. O filme denso e angustiante, mostra de forma delicada e sutil a relação muito particular entre mãe e filho, que a primeira vista parece ser uma relação maternal, mas que se desdobra e termina tragicamente. Imperdível, sobretudo pela maravilhosa interpretação de Julianne, um dos grandes trunfos do filme.

Acho que é só, depois tem mais.

Aproveitem as dicas...e a vida também!

Até breve!

domingo, 30 de março de 2008

Sempre é tempo de mudar


A vida anda muito corrida e confusa, muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, estou tentando ser muitos pra dar conta de tudo, ainda que não consiga abraçar o mundo. Devido à correria não tenho postado, mas prometo ser mais freqüente daqui pra frente. Não que eu vá postar mais textos e que minha vida vá ficar menos corrida, na verdade o blog tem mais uma nova “colunista”, a futura jornalista, Viviane Portes, minha amiga virtual. È verdade, moramos na mesma cidade e só nos conhecemos pela internet. Enfim, detalhes a parte, ela veio para somar, com o estilo de escrever diferente do meu, deixando o blog mais dinâmico. Não haverá uma ordem, iremos postar de forma aleatória...

Essa parceria vai dar certo!

Vivi, seja bem vinda...

Apresentações feitas, vamos ao post dessa semana...

Durante muito tempo passei por cima dos meus desejos, sentimentos, vontades, só para agradar os outros, me anulava para ser aceito. Nunca soube lutar pelos meus direitos, brigar e nem impor minhas opiniões. Colocar o dedo na cara de alguém? Ixi, nem pensar, nunca fiz nada parecido.

Existe um momento em que precisamos mudar e a mudança tem que vir antes que esse turbilhão de sentimentos guardados vire uma doença grave.
Devemos viver a nossa verdade, custe o que custar, doa a quem doer.

È impressionante quando você muda, o seu modo de ver as coisas mudam, as pessoas mudam, tudo muda. Outra coisa engraçada é o fato das pessoas não estarem abertas às mudanças, talvez seja por isso que os “amigos pra sempre” sumam, e pessoas se afastem. Será que só servimos enquanto somos fantoches??! Hein. Hein?!

Mas enfim, outras tantas pessoas surgem e acabam ocupando o lugar afetivo das que se foram, não as substituindo, e assim agregando.
Vou vivendo e aprendendo a jogar, mas agora vivendo e jogando bem melhor, do meu jeito, da minha maneira de ser, com as minhas vontades e com os meus sentimentos, brigando e lutando.
Apenas vivendo por mim e pra mim.

Faça esse teste, permita-se viver a sua verdade, ainda que não seja interessante aos olhos dos que estão ao seu redor...

Até breve!
Talvez eu, talvez a Vivi....

quinta-feira, 6 de março de 2008

''A vida é uma seqüência de concursos de beleza, estamos sempre querendo provar que somos melhores."

Sempre que penso em um bom filme, lembro do magnífico “Pequena Miss Sushine”. Simples, porém com um roteiro genial – para quem consegue sentir o filme em sua essência, já para quem apenas assiste, o filme não passa de uma comédia com o final engraçado - e de uma sensibilidade incrível. Mas esse não é o tema principal, peguei uma frase do filme para ser o pano de fundo do post de hoje.

''A vida é uma seqüência de concursos de beleza, estamos sempre querendo provar que somos melhores."

Por que será que estamos sempre querendo provar que somos melhores, que nos destacamos, que sabemos mais? È tão descabida essa necessidade de sentir-se superior, na verdade a necessidade de ser onipotente perante as pessoas, aos fatos, as situações, ao momento, é o maior indício de fraqueza, de que você não é nada daquilo que demonstra ser, e de que precisa está em destaque, mesmo que só por uns instantes, para se auto-afirmar.
Atire a primeira pedra quem nunca usou de artifícios para se colocar em destaque em alguma situação ou perante a alguma pessoa. Acho que ninguém vai atirar, né?!?
Às vezes tento me destacar em certa coisa, em certo lugar, no meio de um grupo de pessoas conversando... Balela, puro desejo e/ou necessidade de auto-afirmação, que por fim não tem sentido, pois depois que tudo acaba, cada um vai pra um lado e a vida continua, mas ainda que saiba disso tudo, continuo a repetir a dose em outros tantos momentos.
Seria eu a única pessoa na terra que tem esse tipo de atitude? Creio que não, isso é do ser humano, todo mundo é dotado dessa “fraqueza”, se assim posso denominar, mas assumi-la são outros quinhentos, o que uma bobagem, afinal não há mal algum em não ser o melhor, em ser o diferente, em não ser o vencedor de um “concurso de beleza”....


Diego Kengen

segunda-feira, 3 de março de 2008

Coisas da Vida

O motivo pelo qual resolvi criar este blog é simples, foi pelo fato de achar que existem poucos que retratem da vida, não sobre o olhar fútil e vão, mas sim pelos aspectos interessantes e em seu sentido pleno e único. Seja escrever sobre uma tarde de conversa com os amigos, que termina com confidências de segredos jamais revelados, seja sobre um bom filme, livro ou música, sobre amizade, brigas, paixões, desilusões, coisas corriqueiras do dia-a-dia, momentos inesquecíveis, ou até os que sonhamos em esquecer. Enfim, falar sobre a vida, que é cheia de magia e surpresa, de encantos e desencantos, que é feita de momentos únicos, inesquecíveis e que não voltam e não se repetem. Situações que eu, você, qualquer um vive ou pode vir a viver.
Vou tentar dividir com vocês um pouco das minhas percepções, vivências, medos, atitudes, repulsas, preferências, gostos, tentar que vocês enxerguem nos meus textos, um pouco de vocês mesmos e seus sentimentos.
Vai ser uma experiência, que confesso não saber onde vai dar e nem por que estou começado, mas estou animado, ainda mais pelo fato da idéia – de fazer o blog – ter vindo sei lá de onde, numa ensolarada tarde de domingo, depois de um belo almoço na casa da vó. Nada mais peculiar, não acham?!?
Aproveitem e divirtam-se, pois vai ser um prazer escrever pra vocês, pelo menos eu espero...



Ps.: Ah! O título do texto é coisas da vida, por que na idéia original o blog teria esse nome, mas quando fui cirar, o mesmo já estva sendo usado.